Um jovem de 24 anos que ficou tetraplégico após um acidente é o quinto paciente a recuperar movimentos depois de passar por um tratamento experimental com a polilaminina. O procedimento, desenvolvido pela equipe científica da bióloga Tatiana Coelho de Sampaio, utiliza um composto recriado em laboratório a partir da laminina, proteína essencial no desenvolvimento embrionário e na conexão entre neurônios.
O caso ocorreu após o rapaz sofrer uma fratura na vértebra C7 e uma lesão medular completa na altura da C4, depois de mergulhar em uma cachoeira em Santa Leopoldina, no Espírito Santo. Segundo Mitter Mayer, coordenador do Grupo de Trabalho Intersetorial da Polilaminina no estado, a aplicação foi feita dentro da janela terapêutica de 72 horas, fator considerado decisivo para o sucesso do tratamento.
Dez dias após a injeção única do método, desenvolvido pela UFRJ e com testes já aprovados pela Anvisa, o jovem começou a recuperar os movimentos dos braços. “A força foi reaparecendo onde antes havia apenas ausência”, afirmou o coordenador, reforçando a expectativa de que a terapia possa abrir novos caminhos para o tratamento de lesões medulares.