Para o ex-gestor, a declaração não tem relação com luxo ou ostentação, mas com dignidade, saúde pública e respeito ao cidadão, especialmente aos feirantes e consumidores que utilizam esses espaços diariamente.
Dignidade não é luxo
Thiancle destacou que melhorias estruturais, como banheiros adequados, limpeza, organização e condições mínimas de conforto, não devem ser vistas como gastos supérfluos, mas como investimentos básicos.
“Não é luxo, é dignidade. As pessoas precisam ter o mínimo para trabalhar e consumir com respeito”, pontuou.
Crítica à realidade econômica dos municípios
Na parte final de sua fala, Thiancle fez um alerta direto sobre a situação financeira de muitas prefeituras baianas. Segundo ele, há gestores que enfrentam sérias dificuldades econômicas, o que acaba refletindo na precariedade dos serviços públicos.
“Tem prefeito que não consegue avançar porque o município não tem uma economia forte, não arrecada, depende quase exclusivamente de repasses. E quem paga essa conta é a população”, disse.
Ele defendeu que o fortalecimento da economia local, o apoio aos pequenos comerciantes e uma gestão eficiente dos recursos são fundamentais para mudar esse cenário.