Durante entrevista, o ex-prefeito de Castro Alves e pré-candidato a deputado estadual da Bahia, Thiancle Araújo, comentou as críticas feitas aos empréstimos contratados pelo Governo do Estado e afirmou que parte desse debate não leva em conta a realidade vivida pela população.
Questionado sobre a proximidade com o governador e sobre o alto volume de empréstimos, Thiancle afirmou que, ao andar pelos municípios baianos, é possível ver obras e ações do governo em andamento. Segundo ele, são investimentos em áreas essenciais como saúde, educação, esporte, pavimentação, pontes e hospitais, espalhados por diversas regiões do estado.
Thiancle destacou ainda que o Governo da Bahia só conseguiu contratar esses empréstimos porque tem as contas organizadas e passa por exigências rigorosas antes de qualquer liberação de recursos. Ele explicou que o dinheiro não chega todo de uma vez e que os valores vão sendo liberados conforme os projetos avançam, o que faz com que muitas pessoas ainda não percebam os resultados imediatos em suas cidades.
Para tornar o assunto mais claro, o ex-prefeito fez uma comparação com a vida do cidadão comum. Segundo ele, quando uma pessoa precisa comprar um carro ou uma casa, dificilmente espera anos para juntar todo o dinheiro. Ela financia porque precisa daquele bem naquele momento. Para Thiancle, com o poder público acontece a mesma coisa.
“O povo não pode esperar 20 ou 30 anos para ter um posto de saúde, uma rua pavimentada, mais segurança ou um hospital funcionando. A necessidade é agora”, afirmou.
Na parte final da fala, Thiancle também comentou as reclamações de alguns prefeitos que dizem não ver os efeitos dos empréstimos em seus municípios. Para ele, o problema muitas vezes está na falta de organização financeira das próprias gestões municipais.
Segundo Thiancle, existem prefeituras que não conseguem se estruturar, não mantêm as contas em dia e, por isso, acabam ficando de fora de investimentos importantes. Ele defendeu que fiscalizar onde o dinheiro está sendo aplicado é correto, mas criticou o discurso de ataque ao empréstimo em si, destacando que investir é uma forma de atender às necessidades imediatas da população e garantir desenvolvimento para a Bahia.