Especialistas alertam que impactos seriam principalmente econômicos, com reflexos no bolso do consumidor brasileiro
A escalada de tensão entre os Estados Unidos e o Irã acendeu um sinal de alerta nos mercados internacionais e pode trazer reflexos diretos para o Brasil, especialmente na economia.
Embora o conflito ocorra a milhares de quilômetros de distância, seus efeitos podem ser sentidos no preço dos combustíveis, na inflação e até no custo da produção agrícola brasileira.
Petróleo e combustíveis podem subir
Um dos principais pontos de preocupação é o possível bloqueio ou instabilidade no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo.
Se o tráfego na região for afetado, o preço internacional do barril tende a subir. Mesmo o Brasil sendo produtor de petróleo, os valores praticados internamente acompanham o mercado global. Isso pode pressionar reajustes por parte da Petrobras, elevando gasolina, diesel e gás de cozinha.
Impacto na inflação e nos juros
Combustíveis mais caros impactam toda a cadeia produtiva, desde o transporte até os alimentos. Com isso, a inflação pode subir.
Caso esse cenário se concretize, o Banco Central do Brasil pode ser forçado a manter os juros elevados por mais tempo para conter a alta dos preços, o que desacelera o consumo e dificulta o acesso ao crédito.
Agronegócio também pode sentir
O Brasil depende da importação de fertilizantes e insumos agrícolas. Em um cenário de guerra prolongada, rotas marítimas podem ser afetadas e sanções econômicas podem encarecer esses produtos.
Isso aumentaria o custo da produção agrícola e poderia refletir no preço final dos alimentos.
Comércio exterior e frete
Conflitos no Oriente Médio costumam gerar insegurança nas rotas comerciais. O frete marítimo pode subir, encarecendo importações e exportações brasileiras.
Para um país que depende fortemente do agronegócio e da exportação de commodities, esse é um ponto sensível.