Bahia alcança Nota A+ em gestão fiscal, mas resultado reflete a realidade econômica e política do estado?

 


A Bahia conquistou, em 2024, a Nota A+ da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), um reconhecimento pela gestão fiscal sólida e cumprimento de indicadores financeiros. A avaliação positiva foi garantida pelos desempenhos nos indicadores Capacidade de Pagamento (Capag A) e Indicador da Qualidade da Informação Contábil e Fiscal (ICF A), evidenciando a baixa dívida do estado e a qualidade da administração contábil e fiscal.

Os números impressionam

A dívida consolidada líquida da Bahia, equivalente a 35% da receita em 2024, está bem abaixo do teto de 40% e contrasta com os altos índices de endividamento de estados como Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, que ultrapassam 100%. Além disso, o estado investiu R$ 6,07 bilhões até o segundo quadrimestre de 2024 em setores essenciais como saúde, educação, segurança e infraestrutura.

A Bahia também se destacou no ranking nacional de investimentos públicos, ocupando o segundo lugar, atrás apenas de São Paulo, e manteve uma trajetória de queda na dívida consolidada por meio de políticas de controle fiscal, modernização tributária e combate à sonegação.

Mas os dados refletem a realidade política e econômica?

Apesar dos números sólidos e do reconhecimento da STN, a percepção popular aponta para um cenário diferente. A Bahia enfrenta forte rejeição da população em relação aos políticos locais, motivada por críticas à gestão pública, à segurança e à qualidade dos serviços básicos.

Os números positivos indicam uma boa gestão fiscal, mas a relação entre essa performance e o dia a dia dos cidadãos é questionável. Serviços essenciais, como saúde e educação, ainda são alvos de reclamações constantes. Além disso, problemas como a violência – com a Bahia liderando rankings de homicídios – afetam diretamente a percepção da população sobre o desempenho do governo.

Equilíbrio fiscal x aceitação popular

Especialistas destacam que, embora o controle fiscal seja fundamental para atrair investimentos e garantir estabilidade financeira, ele não necessariamente reflete o impacto direto na qualidade de vida da população. A rejeição aos políticos locais sugere uma desconexão entre os números apresentados e as demandas populares.

O desafio, portanto, não é apenas manter o bom desempenho fiscal, mas também transformá-lo em avanços concretos na qualidade dos serviços públicos e na segurança, pontos que continuam sendo críticas recorrentes da sociedade baiana.

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