Mais de 45 mil estudantes cegos ou com baixa visão começaram o ano letivo sem acesso a livros didáticos em Braille, sistema essencial para a alfabetização e o aprendizado desse público. A situação foi denunciada pela Associação Brasileira da Indústria, Comércio e Serviços de Tecnologia Assistiva (Abridef), que representa o setor responsável pela produção desses materiais.
Segundo a entidade, a ausência dos livros compromete diretamente o acompanhamento escolar dos alunos, tanto em turmas regulares quanto na Educação de Jovens e Adultos, do ensino fundamental ao médio. O problema ocorre logo no início do ano letivo, período considerado crucial para a organização pedagógica.
Os materiais em Braille são considerados indispensáveis para garantir inclusão e igualdade de condições no ensino. A falta deles expõe falhas no planejamento e na execução das políticas públicas voltadas à educação inclusiva no país.
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