Líder supremo do Irã morre após quase quatro décadas no poder; Trump afirma que bombardeio dos EUA com apoio de Israel foi responsável
28/02/2026 - A mídia estatal do Irã confirmou neste sábado (28) a morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo da Revolução Islâmica, que comandou o país por aproximadamente 40 anos. A informação foi divulgada inicialmente pela agência de notícias Fars, tanto em seu perfil no X (antigo Twitter) quanto no Telegram, e posteriormente corroborada pela agência Reuters.
"O líder supremo da Revolução foi martirizado", afirmaram as publicações oficiais. Em resposta à morte do aiatolá, o gabinete do governo iraniano declarou luto nacional por 40 dias, período que deve ser marcado por cerimônias e homenagens em todo o país.
A confirmação oficial ocorre horas após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar que Khamenei teria sido morto durante um bombardeio. Em declaração nas redes sociais, Trump afirmou que o líder supremo "não conseguiu escapar dos sistemas de inteligência e rastreamento dos Estados Unidos, em parceria com Israel". Segundo o presidente americano, "não havia nada" que Khamenei pudesse fazer para evitar o ataque.
Khamenei assumiu o posto de líder supremo em 1989, sucedendo o aiatolá Ruhollah Khomeini, fundador da República Islâmica. Durante suas quatro décadas de liderança, exerceu influência decisiva sobre os rumos políticos, econômicos e militares do Irã, sendo a figura central do regime teocrático do país.
A comunidade internacional acompanha com atenção os desdobramentos da sucessão no Irã, país de grande influência no Oriente Médio e protagonista em tensões regionais envolvendo potências ocidentais e Israel. Até o momento, não há informações oficiais sobre quem assumirá interinamente o posto de líder supremo nem sobre possíveis repercussões imediatas no cenário geopolítico da região.