Juiz confunde condição facial de testemunha durante audiência

 Um vídeo de uma audiência criminal realizada por videoconferência em maio de 2024 voltou a repercutir após as imagens se tornarem públicas em fevereiro de 2026. No registro, o juiz Cristiano Cesar Ceolin, da 1ª Vara de Mairiporã, em São Paulo, questiona repetidas vezes se uma testemunha estaria rindo durante o depoimento, mesmo após a mulher negar qualquer risadas.




A testemunha, identificada como Fátima Francisca do Rosário, de 61 anos, possui biprotrusão maxilar, condição que projeta os lábios para frente e pode causar a impressão de sorriso mesmo quando a pessoa está séria. A defesa apresentou laudo explicando a característica física, argumentando que a expressão facial não representava deboche ou desrespeito à audiência.

Durante a oitiva, o magistrado chegou a perguntar se havia algo engraçado na situação e registrou em ata que a depoente teria demonstrado comportamento incompatível com a seriedade do ato. Após a audiência, foi determinado o envio de ofício à Polícia Civil para apurar possível falso testemunho.

O Ministério Público, no entanto, solicitou o arquivamento da investigação, entendimento que foi posteriormente acolhido. O caso gerou debates nas redes sociais e entre profissionais do Direito sobre postura em audiências e a necessidade de atenção a condições físicas que podem influenciar a interpretação de expressões faciais.

Matéria desenvolvida pela VNT Notícias

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