O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que os bens apreendidos pela Polícia Federal durante a segunda fase da Operação Compliance Zero sejam lacrados e armazenados no próprio STF. A decisão, no entanto, gerou preocupação no comando da PF, que alerta para riscos de danos irreparáveis às investigações de uma suspeita de fraude financeira bilionária envolvendo o banco Master.
De acordo com informações do portal G1, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, foi pessoalmente ao STF pedir a Toffoli que reconsiderasse a determinação. O argumento é que a medida impede o início imediato da análise e extração de dados por parte dos peritos federais, especialmente de aparelhos celulares e outros equipamentos eletrônicos apreendidos.
Nesta quarta-feira (14), a Polícia Federal cumpriu 40 mandados de busca e apreensão em endereços de suspeitos de envolvimento no esquema, incluindo o dono do banco Master. A operação investiga desvios e fraudes que podem chegar a bilhões de reais.
Até o momento, não há confirmação se o ministro Toffoli respondeu ao pedido de reconsideração formulado pela cúpula da PF. O caso segue sob sigilo, e a expectativa é de que novas decisões sobre o acesso aos materiais apreendidos sejam tomadas nas próximas horas.