O Governo Federal adquiriu 40 televisores Smart TV, no valor total de R$ 85,4 mil, para uso em um programa de cinema voltado à reintegração social de presos custodiados no sistema penitenciário federal de segurança máxima. Os aparelhos, de 50 polegadas e resolução 4K, com acesso à internet, serão distribuídos entre as cinco unidades federais de alta segurança no país.
A iniciativa, batizada de ReintegraCINE, substitui o antigo modelo de exibição conhecido como Cinemateca, que dependia de mídias físicas como DVDs e fitas VHS. Agora, os presos poderão assistir a conteúdos audiovisuais e musicais sob demanda, incluindo transmissões via plataformas de streaming, como parte da política de reintegração social coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen).
A escolha dos conteúdos ficará a cargo da Divisão de Reabilitação das Penitenciárias Federais, mas toda a programação passará por análise da Divisão de Segurança e Disciplina e pelo Conselho Disciplinar do Preso de cada unidade. Esses órgãos também definirão quais conteúdos serão permitidos, com base em critérios pedagógicos e de segurança.
Segundo a Senappen, o objetivo do projeto é promover acesso a cultura e entretenimento como ferramentas de ressocialização, além de modernizar as atividades oferecidas no sistema prisional federal. A medida tem gerado discussões nas redes sociais, com opiniões divididas entre quem apoia a iniciativa como um avanço na política de reintegração e quem questiona o investimento em detentos de alta periculosidade.
O ReintegraCINE começará a ser implementado nos próximos meses, após a instalação dos equipamentos e a definição dos protocolos de exibição.