Um grupo formado por moradores, turistas e comerciantes de Morro de São Paulo, no Baixo Sul da Bahia, iniciou um abaixo-assinado online contra o reajuste da Tarifa por Uso do Patrimônio do Arquipélago (TUPA). A petição, direcionada ao Ministério Público da Bahia (MP-BA), critica o aumento que elevou o valor de R$ 50 para R$ 70, vigente desde 20 de dezembro de 2025.
A insatisfação se intensifica com a previsão de um novo ajuste já em 1º de julho de 2026, quando a tarifa deve subir para R$ 90. Se confirmado, o destino terá dois aumentos em um intervalo de apenas seis meses, o que, segundo os manifestantes, pode reduzir o fluxo de visitantes e impactar negativamente a economia local.
O movimento questiona a relação entre a arrecadação da taxa e os investimentos aplicados na Ilha de Tinharé. Entre as principais críticas estão a falta de manutenção em estruturas turísticas, como píeres degradados, e a ausência de lixeiras nas praias.
A petição já conta com centenas de assinaturas e busca pressionar o poder público a revisar os reajustes e garantir melhorias na infraestrutura do arquipélago. Até o momento, não há posicionamento oficial da administração local sobre as demandas.