Mineração no fundo do mar deixa cicatrizes por décadas e derruba biodiversidade em 32%, alerta estudo

Cientistas encontraram as primeiras provas concretas do impacto real da mineração em alto-mar. Um teste industrial realizado na Zona Clarion-Clipperton, no Pacífico, usou uma máquina do tamanho de um caminhão para coletar nódulos polimetálicos a 4.300 metros de profundidade. O resultado: queda de 32% na diversidade de espécies nas áreas afetadas.




O estudo, conduzido por um consórcio internacional e publicado na revista Nature Ecology & Evolution, acompanhou por cinco anos as mudanças no ecossistema. Foram identificados mais de 4.300 organismos, de vermes a crustáceos, muitos deles desconhecidos pela ciência – incluindo um coral solitário descrito como nova espécie.


Mesmo onde a máquina não passou, a nuvem de sedimentos levantada já foi suficiente para alterar a composição da vida marinha. E as marcas físicas, segundo pesquisadores, podem durar décadas – já que os nódulos levam milhões de anos para se formar.


O teste ocorre em meio às negociações da Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ligada à ONU) para definir regras sobre mineração comercial em águas internacionais. Cientistas defendem uma moratória global até que se conheçam os limites ecológicos que, uma vez ultrapassados, podem tornar o dano irreversível.


A pergunta que fica: o planeta está pronto para abrir essa nova fronteira – ou estamos prestes a repetir, em escala inédita, um erro que não dá para desfazer?

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