Os protestos que começaram no Irã no final de dezembro de 2025 contra a grave crise econômica e a repressão estatal continuam sob intensa violência e amplo bloqueio de internet, com o número de mortos ultrapassando 500, segundo um grupo internacional de direitos humanos que monitora os eventos no país. De acordo com a agência Iran Human Rights Activists News Agency, pelo menos 490 manifestantes e 48 membros das forças de segurança foram mortos desde o início dos confrontos, e mais de 10 000 pessoas foram detidas pelas autoridades iranianas — números que não puderam ser verificados de forma independente devido às restrições de comunicação impostas pelo governo.
A violência dos últimos dias marca uma das mais intensas repressões no país em anos, com relatos de uso de munição real, gás lacrimogéneo e outras táticas letais por parte das forças de segurança para dispersar manifestações que se espalharam por dezenas de cidades iranianas, abrangendo todas as 31 províncias. Além dos confrontos, amplos bloqueios de internet dificultam a coleta e verificação de informações, e relatos de cenas graves — incluindo corpos em hospitais e ruas — surgem nas redes sociais e em agências de notícias.
O governo iraniano não divulga dados oficiais sobre as mortes ligadas aos protestos e tem caracterizado os manifestantes como “sabotadores” ou agentes de influências estrangeiras, enquanto líderes chamam a população a se alinhar com o Estado. A situação tem atraído atenção internacional, com organizações de direitos humanos pedindo o fim da violência e maior proteção às liberdades civis. Apesar das promessas de reformas econômicas por parte de autoridades, as demandas populares por mudanças políticas profundas e melhores condições de vida parecem permanecer no centro das mobilizações.
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Matéria desenvolvida pela VNT Notícias