Em 2025, o Brasil registrou uma média alarmante de 66 desaparecimentos diários de crianças e adolescentes, totalizando mais de 23 mil casos envolvendo menores de 18 anos. Os dados, extraídos do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), revelam um aumento de 8% em relação ao ano anterior. A situação coloca o país em alerta máximo para a proteção de seus jovens.
A maior parte das ocorrências, 61%, envolve meninas, somando 14.658 registros. Os meninos representam 38%, com 9.159 casos, e em 102 situações o sexo não foi informado. Casos recentes, como os de Ágatha Isabelly, 6 anos, e Allan Michael, 4 anos, desaparecidos no Maranhão, continuam mobilizando buscas com apoio do protocolo Amber Alert.
O Amber Alert emite notificações emergenciais em redes sociais para ampliar a divulgação em um raio de até 200 quilômetros. Apesar da ferramenta, o país enfrenta disparidades regionais: Roraima lidera a taxa de desaparecimentos de menores, seguido por Rio Grande do Sul e Amapá. Em todas as faixas etárias, o Brasil somou mais de 84 mil desaparecimentos em 2025, o maior número da série histórica.
Os números destacam a urgência de políticas públicas mais eficazes e a conscientização da sociedade. Enquanto famílias aguardam por respostas, a mobilização comunitária e o uso de alertas digitais seguem como medidas cruciais. A proteção de crianças e adolescentes exige atenção contínua e ação coordenada entre autoridades e população.