O governo de Nicolás Maduro elevou o tom diante das crescentes tensões com os Estados Unidos, convocando uma ampla mobilização de militantes chavistas e anunciando o treinamento em táticas não convencionais. Segundo o ministro do Interior, Diosdado Cabello, indígenas venezuelanos vão ensinar militantes a usar flechas envenenadas com curare, uma toxina paralisante derivada de plantas.
Cabello orientou os apoiadores a manter “pés firmes, nervos de aço, mobilização máxima; calma e compostura” diante de uma “ameaça externa extrema” atribuída aos EUA. Serão mobilizados cerca de 4,5 milhões de ativistas para formar brigadas de resistência ativa, de acordo com relatos de veículos venezuelanos.
Essa estratégia simbólica e de preparação faz parte de uma narrativa mais ampla de Maduro, que recentemente afirmou que seu país enfrenta “a maior ameaça em cem anos” pelo envio de navios militares norte-americanos ao Caribe.
Autoridades venezuelanas também avisaram que um eventual ataque dos EUA “será uma calamidade” para os norte-americanos, reforçando a retórica beligerante de soberania e defesa nacional.
Especialistas alertam, no entanto, que a mobilização de milícias e a ameaça de uso de curare elevam o risco de escalada e crises diplomáticas graves.