O Partido dos Trabalhadores (PT) não assinou o requerimento que estabelece a Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado (CPI) no Senado Federal para investigar facções, milícias e a expansão do crime organizado no Brasil.
O requerimento foi protocolado em 5 de fevereiro de 2025 e obteve 31 assinaturas — número superior ao mínimo necessário — e será instalado oficialmente na próxima terça-feira, 4 de novembro de 2025. A comissão terá como foco a estrutura, expansão e funcionamento do crime organizado, com atenção para grupos como Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV).
No entanto, nenhum dos nove senadores que compõem a bancada petista assinou o documento. Segundo nota oficial do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), a CPI pretende “enfrentar esses grupos criminosos com a união de todas as instituições do Estado brasileiro”.
A ausência da bancada petista nas assinaturas desperta questionamentos sobre os motivos da não-adesão e sobre o papel que o partido pretende desempenhar no colegiado, seja como presidente, relator ou simples participante. A expectativa é que a CPI tenha 11 titulares e 7 suplentes, com prazo inicial de 180 dias para concluir os trabalhos.